



Em uma noite mágica no coração de Lisboa, a Orquestra Jazz de Matosinhos (OJM) e o renomado trompetista Peter Evans uniram forças para um espetáculo musical que transcendeu o tempo, celebrando o imenso legado de Miles Davis. O evento, intitulado “Porgy and Bess + Miles Ahead”, não foi apenas um concerto, mas um tributo profundo e inovador ao génio do jazz, antecipando em grande estilo o centenário do nascimento de uma das figuras mais revolucionárias da música do século XX. A colaboração entre a potência musical da OJM e a virtuosa interpretação de Evans criou uma atmosfera onde o espírito indomável de Miles Davis foi revivido, cativando a audiência com uma fusão de tradição e modernidade jazzística.
Concerto Homenageia Legado de Miles Davis no Jardim do Palácio Galveias
Na noite do dia 11 de julho de 2025, o sereno Jardim Maria José Moura, situado nas imediações da histórica Biblioteca Palácio Galveias, em Lisboa, tornou-se o palco de um evento cultural de inegável relevância. A Orquestra Jazz de Matosinhos, sob a hábil direção musical de Pedro Guedes, e o extraordinário trompetista Peter Evans, apresentaram o concerto “Porgy and Bess + Miles Ahead”. Este espetáculo gratuito, que teve início às 20h30, inseriu-se na programação da Culturgest e representou o terceiro e fundamental vértice de um projeto audacioso, concebido para celebrar antecipadamente o centenário de nascimento de Miles Davis, o lendário trompetista que deixou uma marca indelével na história do jazz. A colaboração de Evans com a OJM, que já havia encantado o público da Culturgest seis anos antes, reafirmou a sua capacidade de resgatar e reimaginar a essência das icónicas obras de Davis, “Porgy and Bess” (1959) e “Miles Ahead” (1957). A orquestra, composta por talentosos músicos como Luís Macedo, Ricardo Formoso, Javier Pereiro, Rogério Ribeiro, Hugo Silva nos trompetes; João Guimarães, José Pedro Coelho, Mário Santos, Olavo Tegner e Rui Teixeira nas madeiras; Daniel Dias, Hugo Caldeira, Andreia Santos e Gonçalo Dias nos trombones; Nelson Silva, Pedro Fernandes e Nuno Silva nas trompas; Romeu Silva na tuba; Demian Cabaud no contrabaixo e Marcos Cavaleiro na bateria, demonstrou um arrojo coletivo que fez jus ao espírito inovador de Miles Davis e Gil Evans, proporcionando uma experiência musical inesquecível que ecoou a perene influência do mestre do jazz.
A realização deste concerto memorável no Jardim do Palácio Galveias, com a grandiosa Orquestra Jazz de Matosinhos e a impressionante performance de Peter Evans, oferece uma reflexão profunda sobre a capacidade da música de transcender gerações e continuar a inspirar. Ver como obras intemporais de Miles Davis são reinterpretadas com tal maestria e paixão sublinha a vitalidade contínua do jazz e a sua capacidade de se reinventar, mantendo-se relevante e emocionante para o público contemporâneo. É um lembrete poderoso de que a verdadeira arte é eterna, e que o legado de inovadores como Miles Davis serve de farol para novas explorações artísticas. Para um repórter, cobrir um evento como este é presenciar a história a ser reescrita e celebrada, confirmando que a cultura e a arte são pilares fundamentais para a identidade e a vitalidade de uma comunidade.
